Passados 300 anos após a criação do mundo, os Ermin,
conhecidos também como titãs, designados por Heim, chegaram finalmente a
Arodin. Ao chegarem na dimensão de Arodin, estes ali permanecerão durante anos
aguardando as ordens de Heim que lhes designaria planos de criação para novos
mundos.
Durante séculos ali permaneceram meditando e drenando
a essência da vida durante toda aquela extensão vazia. Porém, mesmo sendo seres
soberanos e eternos, o tempo lhes consumia, ainda que em uma proporção
infinitamente inferior em relação aos mortais. E com o desgaste do tempo veio
os conflitos e a separação dos Ermin.
Kellin, o andarilho errante, desejava
criar seus próprios planos de criação e tentar por si só descobrir o
propósito de tudo aquilo, a criação, a existência. Embora melhor do que
qualquer eremita, ancião ou padre os Ermin soubessem o nome das coisas, Kellin,
o andarilho errante, em sua ascendente sabedoria durante a profunda reflexão,
começou a questionar os princípios de Heim e decidiu por si só vagar na
existência e tentar descobrir a reposta de suas perguntas .
Vagou até os confins da existência, andou e andou até
que sua imortalidade esvaísse, tornando-se mortal. Quando perdeu sua
imortalidade fez de sua consciência o mundo, expandi-a à animais e criaturas da
floresta, deu-lhes um lar e sabedoria, os ensinou seus segredos e os chamou de
Arnns.
Luén, o modelador mantenedor, seguiu junto a Kellin para os confins da
existência e lá criou o terreno conforme a existência lhe intuía. Ao contrário
de Kellin que perdeu sua imortalidade, Luén conseguiu preservar a sua ao passo
em que dava ao mundo a sua forma, fazia dele o seu berço do tempo, o seu
descanso eterno.
Kivth, o infindável sábio, seguiu à direção oposta de
Kellin. Em sua viagem errante, encontrou a escuridão e nela dividiu das trevas a
luz, fazendo um paralelo entre ambas, onde ali entre dois extremos poderia
criar a neutralidade da existência, onde poderia atar a criação do plano com a
sua eterna sabedoria.
Üryin, o branco, pouco de sua história foi deixada
aos primeiros seres, o único ponto em
que todos concordam é que ele teve um papel fundamental na guerra Cisna,
conciliando todos os Ermin à paz. Muitos dizem que ele ao longo de seu devaneio
herdou os poderes de Heim e tornou-se superior aos outros. Há quem diga que ele
simplesmente se sacrificou perante todos e promoveu assim uma paz compulsória.
Eis que Heron, o ébrio,o mais antigo e próximo de Heim
começou a questionar a desobediência dos outros e decidiu puni-los com a perda
da imortalidade. Rogou por Heim para que intervisse e ensinasse aos traidores o
seu valor e poder, mas nada ocorreu e não demorou para que o próprio Heron
perdesse sua fé.
Mas mesmo perdido sem as orientações de Heim, Heron, o
ébrio, continuou próximo a árvore da vida drenando a essência da vida para dar
continuidade a existência. Há pessoas cuja a intuição diga que ele continua lá
até hoje, ajudando a manter o equilíbrio da vida. Há quem diga que ele
enlouqueceu e afogou na própria existência, desaparecendo do ser.
Estas são as histórias contadas pelos mais sábios
eremitas que ainda vivem, porém muitos mortais persistem em ignorar a constante
presença de alguns Ermin. Não ocorre de forma diferente na província de Dknam, aonde o lorde Lorish
Baraky, coração flamejante , protetor das florestas densas e mantenedor das
montanhas pico de ferro, festeja em seu castelo.
Lorde Lorish Baraky bebe e se diverte enquanto a noite
se alastra floresta adentro, come pratos e mais pratos de comida que os servos
iam lhe servindo à mesa. A fogueira
grande e imponente inundava as barracas com sua forte luz, soldados e
prostituas serviam-se de prazer e bebidas à vontade, acontece a noite de
Finna, a consagrada, ...
porém ele nunca imaginara que poderia, na comemoração
dos seus 48 anos de vida
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